terça-feira, 14 de abril de 2015

"A Fé em Deus nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível". 

(Referência: Hebreus 11)

sábado, 11 de abril de 2015

Vamos fazer nossa tarefa de casa? Todos!!!!

06/04/2015 - 14:45

Jornal O Tempo: maioridade penal no Brasil deve ser reduzida dos 18 para os 16 anos?

Confira o artigo da presidente do CFP, Mariza Borges, publicado no jornal mineiro na última sexta-feira (03).

Confira aqui a versão em PDF
Resposta irracional
Assistimos, nos dias atuais, a processos crescentes de espetacularização da violência e judicialização das relações sociais. O debate sobre a redução da Maioridade Penal se insere nesse contexto: embora os movimentos em defesa dos Direitos Humanos de crianças e adolescentes tenham frutificado e alcançado importantes conquistas, como a promulgação do ECA, em 1990, estamos diante do trágico avanço da tramitação de uma lei polêmica, tão retrógrada quanto ineficaz.
Adolescentes que cometem atos infracionais perante a Justiça brasileira, hoje, recebem tratamento diferenciado quando comparados à população de adultos que cometem delitos, por serem considerados sujeitos em condição peculiar de desenvolvimento. Do ponto de vista da Psicologia enquanto ciência, a tese do ser humano em desenvolvimento observa a correlação entre as práticas parentais e a manifestação do comportamento antissocial. À medida que constatamos, entre os adolescentes em conflito com a lei, a ausência de práticas parentais positivas (aquelas em que o afeto e o acompanhamento dos pais estão presentes), sobretudo nas famílias em risco social, nos afastamos da ideia simplista da existência de sujeitos biologicamente predispostos a cometer delitos. Assim, a ciência comportamental aponta que a reversão do comportamento infrator envolve o investimento em práticas educativas que almejem a elevação da autoestima e a preparação das crianças e dos adolescentes para a vida profissional.
O clamor de parte da população pelo aprisionamento de infratores tem ocultado outra parte importante do debate, que é o da reinserção na sociedade quando de sua “liberdade”. Não faltam dados para comprovar o completo fracasso das instituições prisionais no Brasil, que terminam por estimular a identidade infratora e a ampliação do conhecimento de práticas criminosas. De outra parte, não há comprovação de que o rebaixamento da idade penal reduz os índices de criminalidade juvenil.

Nesse sentido, cabe exigir do Estado a efetiva implementação das medidas socioeducativas e o investimento em educação de qualidade, além de medidas que eliminem as desigualdades sociais. A delinquência juvenil é, portanto, um indicador de que o Estado, a sociedade e a família não têm cumprido adequadamente seu dever de assegurar, com absoluta prioridade, os direitos da criança e do adolescente.
Abrir as portas da prisão a jovens menores de 18 anos é fechar as portas não somente para o seu próprio desenvolvimento, mas também para o do país. Atacar o indivíduo, desconsiderando as causas da violência e da criminalidade, é a resposta irracional a um apelo da sociedade de caráter mais amplo por justiça social.

Mariza Monteiro Borges, Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP); mestre em Psicologia.
http://site.cfp.org.br/jornal-o-tempo-maioridade-penal-no-brasil-deve-ser-reduzida-dos-18-para-os-16-anos/

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Prioridade aos que estão em desenvolvimento!!!

Fique de olho
Publicado em 31/3/2015 17:46:52
CRIANÇA E ADOLESCENTE
Proposta de Emenda à Constituição 171/93, que tem por finalidade alterar a Constituição Federal para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, foi votada nesta terça-feira, dia 31 de março de 2015.
O resultado desta votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) foi de 17 votos contra e 42 votos a favor da admissibilidade da PEC 171/93. 

A CCJC analisa apenas a constitucionalidade, a legalidade e a técnica legislativa. A partir de agora será criada uma Comissão Especial para examinar o mérito/ conteúdo da proposta da PEC. 

O Sistemas Conselhos de Psicologia no Brasil é contra à redução da maioridade penal e totalmente a favor Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA e da qualificação do sistema de medidas socioeducativas previstas pelo ECA para situações de adolescentes em conflito com a lei. 

Essa posição é resultado dos Congressos Nacionais da Psicologia e portanto representa posição da categoria de psicólogas/os, legitimamente estabelecida pela instância máxima de deliberação democrática da categoria, o Congresso Nacional da Psicologia.

O ECA prevê medidas socioeducativas para adolescentes que cometem ato infracional, medidas estas que podem se dar várias formas, inclusive pela privação de liberdade, mas que não representam o confinamento dentro de um sistema absolutamente violento e ineficaz na ressocialização das pessoas que nele ingressam. 

O CRP SP junto com entidades, movimentos e coletivos continuarão na luta contra a redução da maioridade penal e informa que na sexta-feira, dia 27 de março em reunião com as entidades decidiu a criação de 4 comissões para atuar na divulgação com a sociedade, movimentos sociais e parlamentares em todo o Brasil.
No ano em que o ECA completa 25 anos façamos um ano do avanço e não do retrocesso na defesa do futuro de nosso país. 

http://www.crpsp.org.br/portal/midia/fiquedeolho_ver.aspx?id=866

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Direito é Direito: as forças de vida não podem calar!!!

Também, recomendo assistirem o Programa Espaço Público da TV Brasil, com Ignácio Cano (UFRJ - Coord. Lab. Violência), exibido ontem e que irá ao ar novamente no domingo às 23hs (www.tvbrasil.ebc.com.br): Vale a pena!!! 

Este artigo foi veiculado pelo Sindicato dos Psicológos  (SinPsi): em Notícias 31/03/2015

Redução da maioridade penal não vai diminuir a violência

Fonte: Direção Nacional da CUT / Ilustração: Vitor Teixeira
A Central Única dos Trabalhadores- CUT, diante da eminência de sofrermos um terrível retrocesso no sistema de garantias de direitos da criança e do adolescente brasileiro, através da aprovação da PEC 171/93 que está em discussão no Congresso Nacional  e que reduz a maioridade penal  de 18 para 16 anos, vem reafirmar seu posicionamento, consolidado em sua última Plenária Nacional, de ser contrária a qualquer iniciativa ou projeto de lei que venha a reduzir  a idade penal.

Não há como concordar com a redução da maioridade penal que só vai penalizar ainda mais os grupos e indivíduos vulneráveis psicológica, econômica, cultural e socialmente, enviando os mesmos para um sistema policialesco, punitivo e encarcerador que não ressocializa ninguém, como é o caso do sistema carcerário brasileiro.

O sistema de garantias de direitos das crianças e dos adolescentes utilizados no Brasil é um dos mais avançados do mundo, e a determinação da imputabilidade penal aos 18 anos é destas garantias avançadas que tratam as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e portanto tratados corretamente como  cidadãos e cidadãs em crescimento, que dependem da proteção do Estado, da família e da sociedade para seu desenvolvimento pleno.

A confusão entre imputabilidade e impunidade não pode haver quando o tema é a aplicação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e das medidas socioeducativas aos adolescentes infratores. Temos um arcabouço jurídico que conceitua e condena estes jovens, mas que nunca foi aplicado integralmente e, como demonstram as pesquisas mais recentes, cada vez mais jovens estão sendo privados de sua liberdade em locais onde não há condição alguma para a sua ressocialização, assim a impunidade não é justificativa para as penas mais pesadas e a imputabilidade não existe como querem fazer crer especialistas conservadores do Congresso.

As unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei, assim como as prisões no Brasil, estão abarrotadas de jovens pobres, negros e com baixa escolaridade. A maioria destes jovens vive na periferia das cidades e 54% dos que cumprem medidas socioeducativas de internação têm apenas o ensino fundamental, segundo o ILANUD (Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Deliquente) e  pertencem a famílias que sobrevivem com menos de R$350,00 mensais, de acordo com a DEPCA (Delegacia Especial de Proteção a Criança e ao Adolescente).

O número de crimes cometidos por adolescentes são 10 (dez) vezes menor do que os cometidos pelos adultos comparando os dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo nos últimos três anos, e a grande maioria destes crimes é contra o patrimônio, sendo a minoria os crimes violentos, não ensejando uma medida desproporcional como a redução da maioridade penal para controlá-los.

E ainda lembrando que a vitimização de jovens duplicou no país nos últimos anos. Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), dos 21 milhões de adolescentes brasileiros, apenas 0,013% cometeu atos contra a vida. Mas são eles que estão sendo assassinados sistematicamente: o Brasil é o segundo país no mundo em número absoluto de homicídios de adolescentes, atrás apenas da Nigéria. Hoje, os homicídios já representam 36,5% das causas de morte por fatores externos de adolescentes no país, enquanto para a população total corresponde a 4,8%. Mais de 33 mil brasileiros de 12 a 18 anos foram assassinados entre 2006 e 2012. Se as condições atuais prevalecerem, afirma o Unicef, até 2019 outros 42 mil serão assassinados no Brasil.

Se esta é a saída que encontramos para nossos adolescentes, vamos consagrar nossa incapacidade para lidar com o problema da violência juvenil e vamos condenar nossos filhos e filhas a uma eterna sociedade onde impera o medo e a submissão de classe.

A Central Única dos Trabalhadores entende que o foco não pode ser a penalização maior destes jovens que vem sendo privados de tudo, não pode ser a alteração das leis sem verificar as que existem se estão sendo completamente aplicadas, não pode ser a reafirmação da segregação de classes a qual o Brasil tenta se livrar, o foco precisa ser a defesa intransigente dos mais desvalidos e dos direitos humanos e a proteção de nossas crianças e adolescentes como prevê a Constituição: com prioridade absoluta.
 http://www.sinpsi.org/noticias.php?id=3938

terça-feira, 7 de abril de 2015

Psicofobia é crime!!!

06/04/2015 - 10:07

Nota do CFP sobre declaração em programa do SBT de SC

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) repudia e considera absolutamente irresponsáveis as declarações feitas pelo apresentador do SBT de Santa Catarina

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) repudia e considera absolutamente irresponsáveis as declarações feitas pelo apresentador do SBT de Santa Catarina veiculadas no programa SBT Meio Dia, no último dia 30 de março.
Diferentemente do que supõe o apresentador, chamando de “covardia” um transtorno que já atinge cerca de 46 milhões de brasileiros, a depressão causa formas múltiplas de intenso sofrimento em quem a desenvolve, podendo ocasionar diferentes problemas, tanto de ordem física como mental.
O estigma e o preconceito que ainda circundam os portadores de transtornos ou deficiências mentais, estimulado por discursos como este – veiculado em uma emissora cuja concessão é pública e, portanto, deveria zelar pelo bem da sociedade – agravam ainda mais a dor de seus portadores.
Além do mais, a emissora julga sem antes conhecer os detalhes de toda investigação sobre o acidente aéreo, principalmente no que tange às condições de trabalho que podem agravar ou até mesmo causar sofrimento.
A psicofobia deve ser rechaçada e combatida, sob o risco de aumentarmos ainda mais os números de mortes relacionados às consequências da depressão, já comparáveis aos de zonas de guerras.
Assim, o CFP se une a outras entidades, como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), para exigir a retratação e reparação cabíveis relativas a este lamentável episódio.
Conselho Federal de Psicologia 
http://site.cfp.org.br/nota-do-cfp-sobre-declaracao-em-programa-do-sbt-de-sc/

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Projeto de Vida

"O que se colhe quando se escolhe?"
...
“E ao final vão lhe perguntar: o que é que você fez da sua vida? e você? o que vai responder? nada?” 
Tchekhov
...
“Três coisas são necessárias para a salvação do homem:
- saber o que deve crer,
- saber o que deve desejar,
-  e saber o que deve fazer”.
Tomás de Aquino
...
“Você jamais será um perdedor enquanto continuar tentando”
Mike Ditka

domingo, 5 de abril de 2015

Psicofobia é crime: Diga não a esse preconceito!!!

Psicofobia é crime:
Diga não a esse preconceito!!!


04/04/2015 às 09:02:35
Jornalista do SBT diz que pessoas depressivas são "covardes"; ABP repudia

O  jornalista do SBT Santa Catarina, Luiz Carlos Prates, criou polêmica mais uma vez nesta semana, por conta de seus comentários considerados preconceituosos.
Na última segunda (30), no telejornal "SBT Meio Dia", Prates falou sobre o co-piloto Andreas Lubitz, que derrubou um avião de propósito na França e matou 150 pessoas. O rapaz sofria de depressão e escondeu isso da empresa área.
Usando este caso, que é de fato uma exceção, o jornalista falou sobre depressão e acabou sendo desrespeitoso. Disse que pessoas depressivas são "covardes existenciais" e que deviam ser "execrados" e "desprezados".
A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) emitiu nota na última quinta (2), repudiando veementemente as declarações de Prates no SBT. O Presidente da Associação, Antônio Geraldo da Silva, provocou um dano inestimável ao tratar o depressivo de maneira tão tosca e incentivar o desprezo à ele.

Veja o comunicado na íntegra:

"Ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT)

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) considera desrespeitosas e irresponsáveis as declarações sobre depressão do apresentador do SBT Santa Catarina, Luiz Carlos Prates, veiculadas no programa SBT Meio Dia de 30 de março. O apresentador, demonstrando total intolerância, desconhecimento e ignorância no assunto, afirma, entre outros absurdos, que o depressivo é um “covarde existencial”. Porém, para 46 milhões de brasileiros, a depressão é uma realidade. Segundo o Ministério da Saúde, 20% a 25% da população têm, teve ou terá depressão ao longo da vida. O transtorno atinge o físico, o humor, o pensamento e até a forma como a pessoa vê e sente o mundo ao seu redor. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão ocupa o segundo lugar entre as doenças que causam incapacidade profissional e a projeção é de que até 2020 ela esteja no topo da lista. O desinteresse pelo trabalho e pelas atividades sociais rotineiras, além da falta de prazer nas coisas que gosta e com as pessoas que ama, transforma drasticamente o cotidiano dessas pessoas, o de seus familiares e amigos, e traz consequências devastadoras.

O sofrimento é muito grande. Apesar de a depressão e demais transtornos mentais afetarem muitos brasileiros, o preconceito em torno deles, conforme o demonstrado por Luiz Carlos Prates no programa, é crescente. Cabe à sociedade combatê-lo e acompanhar as descobertas científicas do seu tempo, embora ainda haja muita desinformação. Justamente para unir a classe psiquiátrica e a sociedade sobre tão presente realidade enfrentada nos consultórios médicos de todo o Brasil, a ABP criou a campanha “Psicofobia é um crime”. A psicofobia é o nefasto preconceito contra os portadores de deficiências e transtornos mentais. Se não se deve debochar ou subestimar doenças como o câncer ou a diabetes, por exemplo, também não há razão para as doenças mentais não serem encaradas com a seriedade que elas pedem e seus portadores exigem. Em pleno 2015, ideias preconceituosas devem ser combatidas com ainda mais veemência. É chegada a hora de a sociedade olhar com maturidade e respeito para os portadores de transtornos mentais. Depressão é coisa séria. Para se ter uma ideia, a cada três segundos uma pessoa atenta contra a própria vida e, a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida. Desta forma, morrem cerca de um milhão de pessoas por ano no mundo, número maior do que todas as guerras e homicídios.

O apresentador provoca dano inestimável ao tratar com desdém a pessoa deprimida e ainda incentivar que os outros a tratem de forma grosseira e desprezível. É grave, é gravíssimo! Não acreditamos que o SBT apoie condutas de discriminação como a psicofobia, homofobia, xenofobia e racismo como um todo. A ABP e os quase 50 milhões de portadores de transtornos mentais aguardam uma resposta à altura pela irresponsabilidade deste seu funcionário. Isto será levado pela ABP aos tribunais, pois preconceito é algo intolerável.

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)"
http://natelinha.ne10.uol.com.br/noticias/2015/04/04/jornalista-do-sbt-diz-que-pessoas-depressivas-sao-covardes-abp-repudia-87596.php
Obs: o artigo tem postado o video mencionado, muito triste...lamentável...